FITOPATOLOGIA

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Sugestão para citação: Brioso, P. S. T. Patologia Florestal - Diagnose. Criada em 2014. Disponível em: <http://www.fito2009.com/fitop/Diagnose237.html>.

 

DISCIPLINA DE GRADUAÇÃO

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OUVIDORIA RELATIVA A ÁREA DE FITOPATOLOGIA

 

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
INSTITUTO DE BIOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENTOMOLOGIA E FITOPATOLOGIA
ÁREA DE FITOPATOLOGIA
IB 237 (PATOLOGIA FLORESTAL)

Atualizado em 21/03/2015
Prof. Associado, Dr. Paulo Sergio Torres Brioso (http://lattes.cnpq.br/8099996221105627)

 

DIAGNOSE DE ENFERMIDADES VEGETAIS

 

1. INTRODUÇÃO

2. SINTOMATOLOGIA
2.1. CONCEITO
2.2. CLASSIFICAÇÃO DE SINTOMAS
2.2.1. CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA A CLASSIFICAÇÃO
2.2.2. CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA
3. TESTES UTILIZADOS NA DETECÇÃO E DIAGNOSE DE FITOPATÓGENOS
3.1. BIOLÓGICOS
3.2. FÍSICO – QUÍMICOS
3.3. SOROLÓGICOS
3.4. MOLECULARES

4. REGRAS DE PATOGENICIDADE (POSTULADOS DE KOCH)

_____________________________________________________________________________________________________________________________________

1. Introdução:

Em Fitopatologia são conhecidos 5 (cinco) períodos:

Período Místico, da Predisposição, Etiológico, Ecológico e Atual.

Os três últimos períodos foram os quais os testes diagnósticos mais evoluíram.

Existem 2 (dois) tipos de Diagnose:

  • Indireta - Baseada exclusivamente nos Sintomas
  • Direta - Baseada nos Sintomas e Sinais

            A coleta, acondicionamento e remessa das amostras para análise são atividades de fundamental importância e variam com o tipo de fitopatógeno a ser pesquisado e com o sintoma apresentado pela planta.

2. Sintomatologia:

2.1. Conceito:
            É a ciência que estuda os sintomas decorrentes das enfermidades dos vegetais.

2.2. Classificação de Sintomas:
2.2.1. Critérios utilizados para a Classificação:
            Na classificação dos sintomas podem ser utilizados os seguintes critérios:

I – Localização dos Sintomas em relação ao agente etiológico

  • Sintoma Primário
  • Sintoma Secundário

 

II – Alteração á nível celular (Sintomas Histológicos)

  • Granulose
  • Plasmólise
  • Vacuolose.

III – Alteração á nível da fisiologia da célula (Sintomas Fisiológicos)

  • Respiração
  • Transpiração
  • Síntese de Carbohidratos
  • Síntese de Enzimas
  • Síntese de Proteínas

IV – Alteração á nível de anatomia ou forma do Orgão (Sintomas Morfológicos)

2.2.2. Classificação Morfológica (Link):
- Sintomas Necróticos:
            São os sintomas que antecedem a morte ou a morte propriamente dita dos tecidos.

- Sintomas Plásticos:
            Envolve um sub ou super-desenvolvimento dos tecidos.

2.2.3. Sintoma X Sinal:

  • Infecção Latente – Infecção sem apresentar sintoma visível
  • Estímulo a Exteriorização do Sinal (Câmara Úmida associada á temperatura ótima)

3. Testes utilizados na Diagnose de Fitopatógenos:
3.1. Testes Biológicos (Exemplos):

  • Iscas Biológicas (por exemplo: Batatinha, Folha de Mamona, Maçã, Pimentão, Tomateiro, etc) (principalmente, para Bactéria, Fungo) exemplificado através da Instrução Normativa número 28 (MAPA).
  • Enxertia (principalmente, para patógenos sistêmicos ou de não transmissão mecânica)
  • Plantas Indicadoras (principalmente, para Vírus e Viróide)
  • Plantas Diferenciadoras (principalmente, para Fungos, Vírus e Nematóides)
  • Transmissão por Cuscuta sp. (principalmente, para Vírus e Fitoplasma)
  • Vetor (Ácaro, Chytrídeo, Inseto, Nematóide, Plasmodiophorideo)

3.2. Testes Físico - Químicos (Exemplos):

I - Microscopia Ótica

  • Lâmina e Lamínula - Montado em Água (Bactéria, Chytrídeo, Espiroplasma, Fungo, Nematóide, Plasmodiophorideo, Protozoário, Straminipila) ou Corante (Fungo).
  • Secções Histológicas associadas a Corantes Específicos - Bactéria, Chytrídeo, Espiroplasma, Fitoplasma, Fungo, Nematóide, Plasmodiophorideo, Protozoário, Straminipila, Vírus (agregados protéicos).

II - Microscopia Eletrônica

  • Secções Histológicas associadas a Corantes Específicos - Bactéria, Chytrídeo, Espiroplasma, Fitoplasma, Fungo, Nematóide, Plasmodiophorideo, Protozoário, Straminipila, Vírus.

III - Eletroforese

  • Proteína - Bactéria, Chytrídeo, Espiroplasma, Fitoplasma, Fungo, Nematóide, Protozoário, Straminipila, Vírus.
  • DNA e/ou RNA - Bactéria, Chytrídeo, Espiroplasma, Fitoplasma, Fungo, Nematóide, Plasmodiophorideo, Protozoário, Straminipila, Viróide, Vírus.

3.3. Testes Sorológicos (Exemplos):

  • Difusão Dupla em Gel de Agar
  • ELISA (“Enzyme Linked Immunosorbent Assay”) e suas modalidades
  • Imunocromatográfico

            Anticorpos específicos contra Proteína (s) - Bactéria, Chytrídeo, Espiroplasma, Fitoplasma, Protozoário, Vírus.
            Sendo, atualmente, mais utilizado em Vírus e para alguns gêneros de Bactéria.

 

3.4. Testes Moleculares (Exemplos):

  • “Northern Blot”
  • PCR” (“Polymerase Chain Reaction”) e suas modalidades
  • RT – PCR” (“Reverse Transcriptase - Polymerase Chain Reaction”)
  • RFLP” (“Restriction Fragment Length Polymorphism”)
  • Sequenciamento de Nucleotídeos

       Para a diagnose de Bactéria, Chytrideo, Espiroplasma, Fitoplasma, Fungo, Nematóide, Plasmodiophorideo, Protozoário, Straminipila, Viróide, Vírus.

       Na Tabela 1 são listados os principais testes adotados na detecção e diagnose dos fitopatógenos.

 

Tabela 1. Principais testes utilizados na detecção e diagnose dos fitopatógenos.


FITOPATÓGENO (Link)

PRINCIPAIS TESTES UTILIZADOS NA DETECÇÃO E DIAGNOSE

Bactéria

Exsudação bacteriana, Teste de Enxertia, Teste de Hipersensibilidade em Fumo ou em Tomate, Teste de Isolamento com Plantas Iscas, Transmissão por inseto-vetor (cigarrinha - específico para Xylella sp.); Isolamento em Meio de Cultura, Teste de Crescimento em Meios Específicos, Teste de Gram, Microscopia Ótica, Microscopia Eletrónica de Transmissão; ELISA e suas modalidades, Imunocromatográfico; Dot Blot, Southern Blot, PCR com primers específicos, Bio PCR, multiplex PCR, nested PCR, Real Time PCR, PCR-RFLP, Sequenciamento de nucleotídeos

Chytrideo

Teste de Isolamento com Plantas Iscas; Microscopia Ótica, Microscopia Eletrónica de Transmissão, Microscopia Eletrônica de Varredura; Dot Blot, Southern Blot, PCR com primers específicos, PCR-RFLP, Sequenciamento de nucleotídeos

Espiroplasma

Isolamento em Meio de Cultura, Transmissão por inseto-vetor (cigarrinha); Teste de Gram, Microscopia Ótica, Microscopia Eletrónica de Transmissão; ELISA e suas modalidades, Imunocromatográfico; Dot Blot, Southern Blot, PCR com primers específicos, multiplex PCR, nested PCR, Bio-PCR, Real Time PCR, PCR-RFLP, Sequenciamento de nucleotídeos

Fitoplasma

Teste de Enxertia, Transmissão por Cuscuta sp., Transmissão por inseto-vetor (cigarrinha ou psilídeo); Microscopia Ótica com corantes específicos, Microscopia Eletrónica de Transmissão; ELISA e suas modalidades; nested PCR, PCR-RFLP, Sequenciamento de nucleotídeos

Fungo

Isolamento em Meio de Cultura (parasita facultativo), Teste de Inoculação em Plantas Indicadoras ou de Isolamento com Plantas Iscas, Teste de Enxertia; Microscopia Ótica, Microscopia Eletrónica de Transmissão, Microscopia Eletrônica de Varredura; Dot Blot, Southern Blot, PCR com primers específicos ou degenerados, multiplex PCR, PCR-RFLP, Sequenciamento de nucleotídeos

Nematóide

Testes de Inoculação com Plantas Iscas ou Diferenciadoras; Teste de Fragmentação de Material Vegetal, Peneiramento e Baermann em recipiente raso, Microscopia Ótica, Microscopia Eletrónica de Transmissão, Microscopia Eletrônica de Varredura; Eletroforese de Isoenzima; Dot Blot, Southern Blot, PCR com primers específicos ou degenerados, multiplex PCR, PCR-RFLP, Sequenciamento de nucleotídeos

Plasmodiophorídeo

Testes de Inoculação com Plantas Iscas; Microscopia Ótica, Microscopia Eletrónica de Transmissão; Dot Blot, Southern Blot, PCR com primers específicos ou degenerados, PCR-RFLP, Sequenciamento de nucleotídeos

Protozoário

Teste de Enxertia, Transmissão por Inseto-Vetor (percevejo); Microscopia Ótica, Microscopia Eletrónica de Transmissão, Microscopia Eletrônica de Varredura;; ELISA e suas modalidades, ISEM, Western Blot; Dot Blot, Southern Blot, PCR com primers específicos ou degenerados, PCR-RFLP, Sequenciamento de nucleotídeos

Straminipila

Isolamento em Meio de Cultura (parasita facultativo), Teste de Inoculação em Plantas Indicadoras ou de Isolamento com Plantas Iscas; Microscopia Ótica, Microscopia Eletrónica de Transmissão, Microscopia Eletrônica de Varredura; Dot Blot, Southern Blot, PCR com primers específicos ou degenerados, PCR-RFLP, Sequenciamento de nucleotídeos

Viróide

Testes de Transmissão Mecânica (em Plantas Indicadoras ou Diferenciadoras), Teste de Enxertia; Eletroforese em Gel de Poliacrilamida (Bidirecional); Dot Blot, Northern Blot, RT-PCR com primers específicos, multiplex PCR, Real Time PCR, Sequenciamento de nucleotídeos

Vírus

Testes de Transmissão Mecânica (em Plantas Indicadoras ou Diferenciadoras), Teste de Enxertia, Transmissão por Cuscuta sp.; Transmissão por Vetores (ácaro, chytrídeo, inseto, nematoide, protozoário); Microscopia Eletrónica de Transmissão; ELISA e suas modalidades, ISEM, Teste Imunocromatográfico, Western Blot; Dot Blot, Northern Blot, Southern Blot, PCR ou RT-PCR com primers específicos ou degenerados, Lamp PCR, multiplex PCR, Real Time PCR, RCA, RCA-RFLP, Sequenciamento de nucleotídeos

 

4. Regras de Patogenicidade (Postulados de Koch):
       Conjunto de regras a se utilizar para estabelecer cientificamente que um fitoparasita é um patógeno.

I - Associação constante sintoma e sinal

II - Isolamento, do organismo observado, em cultura pura

III - Inoculação, de cultura pura do organismo observado, em indivíduo suscetível e sadio

IV - Re-isolamento, do organismo inoculado, em cultura pura

 

Parasita Facultativo - Bactéria, Espiroplasma, Fungo, Protozoário, Straminipila.

Parasita Obrigatório - Chytrídeo, Fitoplasma, Fungo, Nematóide, Plasmodiophorideo, Viróide, Vírus (Não se realizam os Postulados: Isolamento, do organismo observado, em cultura pura; Re-isolamento, do organismo inoculado, em cultura pura).

 

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

 

            A lista bibliográfica para estudo dos tópicos acima listados pode ser acessada no endereço eletrônico http://www.fito2009.com/fitop/fitopbiblio.htm ou http://www.fito2009.com/fitop/fitoppat.htm ou http://sites.google.com/site/paulobrioso

 

 

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